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O futuro das publicações digitais é um livro aberto que está sendo escrito a partir de agora. Escritores, leitores, editores e distribuidores tem agora a possibilidade de interferir e mudar seus papéis, traços de personagem e função na trama.

É um enredo em veloz transformação. Todos participam mais e a limitação de cada papel está mais flexível. É como um jogo em que personagens podem evoluir e ganhar novos poderes ou serem obrigados a desbravar novos cenários. O desenrolar das ações está em aberto e as possibilidades de finais multiplicados.

Algumas empresas focadas neste mercado já nasceram com essa perspectiva digital. Elas têm em comum um perfil jovem com agilidade e visão conectada com uma perspectiva global, e facilidade para fazer parcerias e juntar forças para alavancar suas ideias.

Editora Biancovilli, formada por três sócias, é uma destas empresas digitais focadas no futuro do livro, com dois títulos já em forma de aplicativos: A Borboleta e o Caçador, e Brincando com Prana – O Planeta Energia, e outros em produção.

Andréa Biancovilli conta que ela e a irmã, Natália, tentaram vários tipos de negócios até chegar naquilo que chamam de projeto de suas vidas, uma editora focada em contar histórias que fazem bem para a alma. Para isso, querem usar todo o poder das ferramentas digitais, ou seja, livros em formato epub, apps, músicas, vídeos, animações etc.

“Queremos cativar as crianças com livros digitais atrativos. Crianças gostam de novidades, não entram em discussões sobre o futuro ou morte do livro impresso. Têm a mente aberta e sabem que tudo é possível, acreditam que o legal é fazer de tudo um pouco.”

A Bogey Box, parceira da Biancovilli na transformação de histórias infantis em aplicativos multimídia, sempre privilegiou a criatividade e a inovação. A empresa nasceu da vontade de se expressar, vinda de pessoas de diversas áreas. Todos com a mesma ideia de contar histórias com recursos inovadores.
Para eles, um livro digital não é uma simples adaptação. É importante pensar para qual plataforma será convertido e criar a partir da história um roteiro que utilize os recursos e potenciais disponíveis. Quem souber explorar isso irá criar uma experiência envolvente, interativa e imersiva, e construir novas relações com os leitores.
A Bogey Box lançou um produto na web que vem fazendo sucesso, Fadas – O Despertar do Caos – que mistura ficção, animação, elementos de RPG e com atividades nas redes sociais.

“Na narrativa digital, a interação do leitor com a história através da  internet pode ser muito bem aproveitada. Já aprendemos muito e vamos continuar investindo nessas ferramentas e plataformas. O entretenimento digital feito por empresas do Brasil tem tudo para conquistar seu espaço lá fora,” afirma Eduardo, da BogeyBox.

Assim como muitas empresas da área editorial, a Editora Biancovilli conta com um parceiro fundamental na questão de conversão de formatos. É a Simplíssimo, uma das primeiras a investir em publicações digitais. Além de orientarem as editoras sobre o novo mercado, eles convertem títulos de papel para epub – o formato mais compatível com variados tipos de leitores digitais – e também desenvolvem ebooks com recursos multimídia.

Para a Simplíssimo, o mercado passa por uma grande transformação, o que dá chance a todos, editores e autores. É uma era em que o digital permite que qualquer um e qualquer empresa se torne um editor.

“Muitas novas editoras, exclusivamente digitais, tendem a abrir. Uma das possibilidades é publicar em inglês. O risco é grande e desafiador, mas as recompensas também são muito maiores,” conta Eduardo, da Simplíssimo.

Quem trabalha com produtos digitais tem a web como alvo fundamental. Por isso, uma parceria com uma agência com experiência em marketing digital é a melhor estratégia.

Maleta Digital é uma empresa de marketing, design e web que vem promovendo a linha editorial da Biancovilli nas redes sociais. Uma das sócias, Tatiana Rihan, diz que a parceria surgiu naturalmente, quando as empresas eram ainda startups procurando investidores e definindo seu foco de negócio.
O trabalho conjunto vem evoluindo junto com o mercado e os leitores. O boca-a-boca ainda conta muito, além de ações e campanhas online e offline.

“Nosso objetivo é criar essa cultura de comprar e ler mais livros em tablets, smartphones e leitores digitais. É uma revolução democrática em que haverá espaço para o livro de papel, o digital e outros que possam surgir,” explica Tatiana, da Maleta Digital.

Existem muitas empresas como essas ainda surgindo ou já brigando por seu espaço nesta área.  Em comum, a vontade de multiplicar as opções de publicações digitais e sonhar alto, usando a imaginação.
Todos sabem que a grife  – livros de papel – continuará, suas edições impressas não irão perder seu fetiche  e valor.

Mas já não teremos mais apenas autores isolados e leitores passivos aguardando o próximo título. O novo público é mais exigente e pede mais: quer interagir, participar, opinar, fazer da leitura algo mais amplo.
O livro enquanto produto está saindo de uma sombra que atravessou séculos sem mudanças.

O negócio editorial digital deve virar uma série multimarca/multimídia/multiprodutos. Com muitas coisas nova surgindo (e também desparecendo).  E muita gente apostando alto, pequenas e grandes empresas.

Afinal, tudo se resume a conquistar consumidores. Com mais recursos e formatos, espera-se mais leitores, mais títulos e mais autores, criando um novo ciclo.

E como sempre tem sido na história da literatura e da web, ideias valendo mais do que qualquer outra coisa.

Vale a pena esperar para ver (e ler) o que acontece.

 

Fonte: Roberto Tostes

 

 

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