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Retirar um livro de uma prateleira, folheá-lo e sentir a textura das páginas geram um prazer praticamente insubstituível. Mas, hoje, consumidores ligados às novas tecnologias e têm encontrado outras maneiras de fazer suas leituras. Muitos usufruem do conforto dos livros digitais, os e-books. E isso está comprovado em pesquisas: no ano passado, pelo menos nos Estados Unidos, o faturamento de editoras em lojas online e vendas de e-books foi maior do que o de livrarias físicas, segundo levantamento divulgado pela BookStart.

Em 2013, as vendas virtuais corresponderam a U$ 7,54 bilhões, enquanto a receita vinda do modo tradicional de se vender livros foi de U$ 7,12 bilhões.

Tablets, notebooks, smartphones ou iPads já são possibilidades para quem gosta de ler livros nas telas digitais. Mas outros aparelhos estão disponíveis no mercado para serem usados especificamente para este tipo de leitura: são os chamados e-readers.

Diferentes dos tablets convencionais, esses aparelhos foram feitos para quem lê bastante e com muita frequência. Por isso, os e-readers têm, na tela, uma tecnologia chamada eletronic paper (papel eletrônico), também conhecida como tinta virtual. A tela busca imitar o papel dos livros convencionais, e traz um conforto maior para as leituras densas _ diferentemente dos trablets, que foram criados para outros objetivos além da leitura.

Pelo menos três destes dispositivos são vendidos por lojas especializadas. A Amazon comercializa o Kindle, a Livraria Cultura, o Kobo, e a Saraiva, o Lev (saiba mais abaixo).

 

Mais de mil livros em um dispositivo

A publicitária santa-mariense Bruna Cipriani Luzzi, 27 anos, usa o e-reader Kobo desde 2013. Leitora assídua e administradora de um blog no qual escreve resenhas das obras que lê (viceconversa.blogspot.com), ela praticamente migrou dos livros físicos para os digitais. Hoje, vai à livraria para comprar edições especiais. No seu aparelho, que cabe dentro da bolsa e carrega por onde estiver, estão mais de 500 títulos, baixados gratuitamente ou comprados.

Para Bruna, uma das despreocupações com o uso do Kobo, é que pode marcar os textos à vontade sem estragá-los, além de poder lê-lo até no escuro, devido à tela especial.

_ O que eu gosto no e-reader é a possibilidade de poder experimentar mais livros. Não vou comprar 100 por mês, mas com e-books eu posso tê-los. E posso ter mil no meu Kobo. Onde eu conseguiria guardar mil livros em casa? _ pergunta a publicitária.

Para quem gosta de ler livros digitais, o site dominiopublico.gov.br oferece centenas de títulos clássicos de literatura de graça. Os preços dos aparelhos são geralmente mais baratos do que os iPads, e, no Brasil, variam entre R$299 e R$ 700.

 

Publicado originalmente por Luciane Brun no Diário de Santa Maria

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