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Há algum tempo atrás, quando eu ainda era adolescente, ouvi meu tio contar a história de um homem que resolveu escrever e publicar um livro.

 

Depois de mais de dez anos que o livro havia sido publicado e lançado, o homem foi abordado por um desconhecido na rua perguntando se ele era o autor do livro tal. Ele ficou muito feliz e respondeu que sim.

— Eu tenho um livro seu, que comprei e gostei muito. Quero um autógrafo! — Disse o desconhecido.

O autor, ainda surpreso, pegou o livro na mão e disse:

— Então foi você quem comprou o livro?!!

 

Tudo bem, admito que a piada não é das melhores nem das mais engraçadas, mas ilustra o que quero dizer.

Eu conheço muito bem “os dois lados do balcão” da experiência de publicar um livro por conta própria: o lado do escritor e o lado da editora. Já escrevi e publiquei meu próprio livro e hoje ajudo outras pessoas a publicarem suas próprias histórias também.

Tudo começou num blog pessoal (Ovelha Magra) que alimento até hoje. Quando escrevi meu primeiro livro, na verdade não tinha a intenção de fazer dele um livro. Na época, eu via milhares de pessoas lendo meus textos pela internet, espalhando, compartilhando e multiplicando-os… É animador ver um texto saindo do seu controle, sendo conhecido, lido e republicado em vários outros lugares sem a sua interferência direta. É como um filho que fica famoso, ganha vida própria e independência.

Estava achando aquela experiência de “blogueiro conhecido” muito interessante. Resolvi pegar do blog o que julgava serem os melhores textos, acrescentei algumas outras coisas, usei minha experiência como diretor de arte e produtor gráfico em agência de propaganda, fiz uma capa linda, diagramação e impressão impecáveis, laminação fosca, verniz localizado e “voilà!”: tinha em mãos o meu primeiro livro.

Minha mãe foi a primeira a dizer que a capa estava linda… rsrs. Como ela é suspeita, também ouvi a opinião de alguns colegas de profissão que elogiaram bastante o resultado final e acabamento do livro.

Só abri mão de dois pequenos detalhes: planejamento de marketing e distribuição do livro. Foi meu tiro no pé. Na época, eu não tinha editora, foi uma publicação independente, mas isso me fez aprender bastante sobre os “pequenos detalhes” que fazem toda a diferença no resultado geral de todas as coisas na vida.

Meu livro ficou realmente muito bom, design agradável e comercial. Sou suspeito para falar, mas, sem querer passar por convencido, ouço muita gente elogiando o texto também. No entanto, sem investimento em comunicação, marketing e, finalmente, canais de vendas, por melhor que seja um livro, dificilmente ele vai virar um best-seller.

Hoje em dia, cada vez mais a autopublicação ganha força, não só pela facilidade de imprimir pequenas tiragens com qualidade e preços atraentes, mas também pela possibilidade de produção e venda dos eBooks nas grandes livrarias virtuais como Amazon, Apple, Saraiva, Kobo e muitas outras.

Com um investimento mínimo, e às vezes até de graça, é possível publicar um livro na internet. Muita coisa boa pode ser encontrada nessas plataformas, mas isso abre espaço para que uma enorme quantidade de lixo também seja publicado.

Como fazer para o seu livro não ser confundido no meio do lixo, então? O que aprendi com meus erros e acertos é que não dá para fazer tudo sozinho, como também não dá para abrir mão da qualidade técnica, assessoria profissional, ouvidos muito atentos às críticas construtivas, dicas de quem realmente entende do assunto e investimento.

É preciso investir em qualidade, sim. Isso custa tempo e dinheiro, mas vale a pena. Nunca abra mão da revisão e de um tratamento profissional para a capa e miolo do livro. Parece bobagem, mas todos os registros ISBN, direitos autorais e depósito legal da obra na Biblioteca Nacional precisam ser feitos. Muita gente esquece destes detalhes, mas esta etapa pode evitar muita dor de cabeça no futuro.

Agora, o “pulo do gato” nesta história toda é a estratégia de comunicação e vendas a ser adotada. De que adianta ter um livro maravilhoso nas mãos se ninguém souber que ele existe ou não puder comprá-lo em lugar nenhum? Coloque o seu livro na prateleira das livrarias. Sim, você terá que pagar por este espaço, afinal não existe “almoço grátis” e as grandes editoras fazem isso com as livrarias tanto físicas quanto virtuais. As comissões das livrarias podem variar entre 30% e 40% do preço de capa do livro. Um lugar especial para o seu livro vai depender do desconto concedido e até mesmo de uma negociação especial com o comprador.

O plano de comunicação precisa ser executado nem que seja dedicando um tempo para escrever em blogs, redes sociais ou comparecendo aos eventos. Se você puder, compre espaços publicitários para divulgar seu livro. Pode ser no Google, Facebook ou alguma plataforma de divulgação de livros como a Skoob, por exemplo. Tem um amigo blogueiro? Ótimo! Peça para ele resenhar o seu livro no blog dele ou contrate um assessor de imprensa.

Aprenda sobre o seu público-alvo, entenda quais são os seus hábitos de compra e leitura. Dedique-se a conversar com ele. Não faça propaganda explícita do seu livro, mas transforme-o sutilmente em um bem desejável, um produto atraente. É mais ou menos como quando se está interessado em alguém… Você não chega na cara dura e diz “quero namorar você” sem antes envolver, seduzir e conquistar. Existe todo um ritual para convencer um leitor a comprar o seu livro.

Finalizando, pense na possibilidade de contratar uma empresa especializada para distribuir o seu livro. Algumas distribuidoras pedem entre 40% e 60% do valor de capa do livro, mas possuem uma rede varejista muito grande que compensa o tamanho da comissão.

 

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