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José Dornelas, 42, escreveu o primeiro livro sobre empreendedorismo em 2001. Hoje, tem 17 volumes com seu nome na capa. Ele diz que ainda existem “mais algumas publicações para sair”.

Dornelas, que é colunista do UOL, empresa do Grupo Folha, que edita a Folha, não é um caso isolado de autor serial sobre empreendedorismo: Fernando César Lenzi, 42, começou em 2003 e publicou seis –todos sobre como tocar um negócio próprio.

Lenzi, que é doutor em administração pela USP e ex-consultor do Sebrae, diz que entrou nesse mercado porque percebeu que esse era um setor promissor –um dos fatores-chave para o sucesso de um empreendedor.

“Surgiram o Dornelas, o Dolabela e eu também queria isso para mim”, afirma.

Fernando Dolabela, que estreou nas livrarias em 1999, conta 11 títulos e mais “cinco na gaveta”, diz. O primeiro, “O Segredo de Luísa”, vendeu 300 mil cópias, ele afirma.

Dornelas também diz que tem um na casa das centenas de milhares: “Empreendedorismo – Transformando ideias em negócios” teve cerca de 200 mil exemplares vendidos.

“Esse não é um mercado de livraria. [Os volumes] são adotados em faculdades, não ficam expostos”, afirma.

Os livros dessa temática são considerados “long-sellers”, ou seja, eles não têm um pico de vendas como um best-seller, mas vendem bastante ao longo do tempo.

Em seus textos, Dornelas ensina como gerenciar uma empresa no dia a dia (como fazer o plano de negócios, como buscar financiamentos, questões legais referentes a criar uma empresa etc.).

Ele afirma que o sucesso nas vendas se deu, em parte, porque na época do primeiro livro dele, em 2001, não havia nada no mercado editorial brasileiro que atendesse quem quisesse orientações.

Para chegar ao número de 17, ele publicou livros sobre o assunto em diferentes formas: “Empreenda (Quase) Sem Dinheiro”, “Ganhe Dinheiro na Internet”, “Empreenda Antes dos 30”, “Empreenda nos Finais de Semana (E Fique Rico)” etc.

Questionado se recicla os dados de uma obra para outra, ele diz que há “uma inspiração, uma temática central”. “Mas sempre faço algo específico para cada um.”

Como empresário, ele teve uma desenvolvedora de jogos, uma agência digital e hoje mantém uma consultoria de negócios.

Ele diz que, atualmente, a concorrência é “considerável” e que entre os leitores desse nicho há um “oba-oba ligado à empolgação”.

Dolabela considera que ele e os outros autores escreveram tanto como uma resposta ao “fenômeno cultural” da propagação e do fortalecimento da ideia de ter um negócio próprio.

 

FOTO NO OUTDOOR

Apesar de fazer livros para quem quer tocar seu próprio negócio, o autor diz que “empreendedorismo não se aprende em livro”. “Se fosse assim, a gente mudava o país rapidamente”, afirma Dolabela, que é dono de uma empresa de Belo Horizonte que cria softwares de gestão financeira.

“O Segredo de Luísa”, primeiro livro dele, conta a história fictícia de uma estudante de odontologia que quer virar empresária do ramo de goiabada cascão. O livro o faz ser convidado a se apresentar em palestras pelo interior do Brasil.

“Tem cidade que coloca a minha cara em outdoor quando vou dar palestras. Já fiz até algumas passeatas.”

 

Publicado originalmente por Felipe Gutierrez na Folha de S. Paulo

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