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Treze anos se passaram desde a primeira loja online do Brasil, porém muitos consumidores ainda olham para a tecnologia com desconfiança. Convidamos Judith de Almeida, gerente de vendas de varejo do Grupo Editorial Autêntica para nos dar sua visão sobre os fatos.

“As vendas totais, não somente do Grupo Autêntica, mas das demais editoras, são maiores nas lojas físicas do que nas lojas online”, ela afirma de início.

Sobre as razões para que isso aconteça, Judith pontua “a resistência do consumidor brasileiro em fazer compras pela internet, o crescimento tardio do comércio eletrônico no Brasil, fato de ter de esperar para receber algo que se pode encontrar a pronta entrega na livraria, e a compra por impulso, muito importante no caso dos livros de interesse geral, se dá no contato físico com o livro.”

As promoções tão comuns no ambiente virtual podem em alguns casos virar o jogo, mas a gerente de vendas diz que isso acontece apenas quando as vendas ja decaíram nas livrarias físicas. Para ela, no entanto, “a vitrine é um componente de exposição importante em alguns pontos de venda”, mas não tem mais força que as outras formas de publicidade, como a mídia tradicional, blogs e booktrailers.

“Tem de fazer tudo isso e mais algumas coisas. Mas de forma coordenada. Quanto à exposição na vitrine, ela tem de ter uma razão. Exemplo: neste momento, colocar a trilogia Jogos Vorazes na vitrine faz todo sentido por conta do lançamento do filme que vai alavancar as vendas dos livros. Mas 3 semanas atrás não faria sentido colocá-la na vitrine”, Judith pontua.

Quando questionada sobre os números de vendas entre lojas físicas e virtuais, ela nos informou que a dificuldade em responder bem a esta pergunta é que várias livrarias que têm loja física e virtual não informam quanto do total de vendas corresponde só ao e-commerce.

Apesar da falta de dados conclusivos, Judith diz que a Livraria Saraiva anuncia que sua loja online já é a segunda em números de venda, enquanto para a Livraria Cultura, sua loja online figura entre segundo e terceiro lugar, dados que corroboram com o crescimento anual de em média 30% nos últimos três anos para o e-commerce brasileiro, como apontado pela USA eMarketer.

O cenário das vendas online no país ainda é de desconfiança, principalmente se comparado ao dos Estados Unidos, que vendeu US$224,2 bilhões em 2012 contra US$24,12 bilhões no Brasil, mas as taxas de crescimento são bastante positivas para o mercado, indicando que a comodidade e as promoções estão, aos poucos, mudando os hábitos dos consumidores.

 

Publicado originalmente por Danilo Leonardi no Cabine Literária

Brasileiros ainda olham livrarias online com desconfiança
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