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Neozelandesa tinha 25 anos quando começou a escrever ‘The luminaries’, cuja edição original tem 832 página

RIO – Eleanor Catton é a mais jovem autora a conquistar Man Booker Prize de ficção. A escritora neozelandesa de 28 anos foi contemplada na 45ª edição do prestigioso prêmio literário por seu “The luminaries”, publicado pela Granta. A vitória também marca a primeira vez em que uma editora independente teve seu livro laureado na premiação. O anúncio foi feito nesta terça-feira.

Eleanor, cujo livro premiado será lançado no Brasil em 2014 pela Globo Livros, foi presenteada com um troféu e um cheque de £ 50 mil. Esta é a segunda vez que um escritor da Nova Zelândia vence o Booker Prize, dedicado à produção da comunidade britânica – e que a partir de 2014 será estendido a qualquer obra publicada originalmente em língua inglesa no Reino Unido.

“The luminaries”, cuja edição original tem 832 páginas, é o segundo romance de Eleanor. Seu “O ensaio”, foi lançado no Brasil pela editora Record em 2012. Robert MacFarlane, presidente do júri, apresentou o prêmio e disse que o livro é “um magnífico romance: impressionante em sua complexidade estrutural, viciante em sua narração de histórias e mágico em sua conjuração de um mundo de ganância e ouro”.

Passado na Nova Zelândia do século XIX, em plena corrida do ouro, o livro é aparentemente uma clássica novela vitoriana, com histórias de assassinato, conspiração e mulheres fracassadas. Abaixo da superfície, porém, foi classificado como uma história “muito mais complexa, estruturada de acordo com mapas astrológicos, que questiona o destino, o caráter e a personalidade de seus personagens”, disseram os jurados.

Ainda de acordo com os que participaram da votação, a lista de finalistas desta edição do Booker Prize foi descrita como a “melhor que se tem memória”. Já “The luminaries” foi considerado “simplesmente luminosa, um romance artesanal de arco e de coração terno”.

Eleanor recebe a faixa de Hilary Mantel, duas vezes premiada (com “Wolf hall – Um romance na era Tudor”, em 2009, e com “O livro de Henrique”, em 2012). O autor mais jovem a ser laureado anteriomente foi Ben Okri, que tinha 32 anos quando ganhou a estatueta pelo seu “The famished road”, em 1991. A mulher mais jovem a vencer o prêmio, até então, foi Kiran Desai, coroada aos 35 por seu “O legado da perda”, em 2006.

 

Publicado originalmente no O Globo

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