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Depois de deixar a universidade e adquirir experiência no mercado editorial, um grupo de quatro leitores compulsivos decidiu mergulhar em um projeto idealizado ao longo dos últimos anos. Ancorados na ideia de que é possível inventar uma nova forma de comercializar livros graças à internet, os editores Breno Barreto, Raquel Maldonado, Fabrício Fuzimoto e o engenheiro Arthur Granado montaram o site bookstorming.com, exclusivamente dedicado ao crowdfunding para produção de literatura.

O primeiro projeto do site tem sete autores, todos jovens, alguns premiados, a maioria com um ou dois livros publicados, graças ao dinheiro de financiamentos públicos ou bancados do próprio bolso. A ideia foi fuçar no mar de jovens escritores brasileiros quais eram aqueles que mereciam ser lidos, mas não conseguiam chegar ao potencial público leitor. Para esse mapeamento, os fundadores do bookstorming contaram com a ajuda de autores consagrados. Daniel Galera, José Luiz Passos, Paulo Scott e José Castelo fizeram parte do grupo que indicou os sete nomes para o primeiro projeto. “A gente sente que o mercado do livro é muito engessado e não se beneficia nem de 10% do poder da internet. O crowfunding é algo que funciona bem e pensamos ‘por que não fazer livros’?”, conta Breno Barreto, que também é editor da Casa da Palavra. A ideia de curadoria é fundamental para a equipe de editores. “A gente não quer fazer qualquer projeto. Queremos a literatura do presente, que instiga. São autores brasileiros que estão fazendo excelente literatura mas não chegam ao grande público”, completa.

 

Degustação

A ideia de que o leitor não precisa de meio de campo para chegar ao autor está na base do site. Na rede, a relação é direta e quem escolhe se o livro deve ou não existir é o próprio público. A primeira edição, Desordem, reunirá contos de Katherine Junke, Erika Veiga, Cristiano Baldi, Paulo Bullar, Natércia Pontes, Olavo Amaral e Patrick Brock e tem 45 dias para acontecer. Durante esse tempo, o leitor tem acesso a pequenos trechos já produzidos e decide se quer comprar o livro antecipado.

 

Publicado originalmente no Correio Braziliense

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