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O que você prefere: ler um livro de papel, ou o mesmo livro em formato digital, usando um leitor eletrônico (e-reader)?

A larga maioria de um grande grupo – reunindo jovens e idosos – respondeu prontamente que preferia o tradicional livro de papel.

Mas, quando foram divididos em grupos, aqueles que leram o livro no leitor eletrônico despenderam menos esforço mental para a leitura no aparelho eletrônico do que no livro em papel.

Foi o que descobriram Matthias Schlesewsky e seus colegas da Universidade Johannes Gutenberg, na Alemanha.

 

Esforço mental na leitura

Quase todas as pesquisas de opinião mostram que as pessoas em geral afirmam preferir ler um livro de papel do que lê-lo em um leitor específico (e-reader) ou em um tablet.

Por isso, os pesquisadores queriam avaliar as origens dessa preferência em termos de esforço neural exigido para processar a informação lida nos três meios – papel, leitor eletrônico ou tablet.

Apesar da entrevista inicial concordar com os resultados das outras pesquisas – a maioria diz preferir o livro de papel – os resultados neurais não deram suporte a essa preferência.

Os pesquisadores avaliaram os movimentos dos olhos e a atividade cerebral, e documentaram um esforço significativamente menor para a leitura do livro eletrônico, sobretudo entre os leitores mais idosos.

Os participantes mais jovens, entre 21 e 34 anos de idade, mostraram esforços similares para a leitura em todas as três mídias.

 

Prazer dos sentidos

Nenhum dos participantes no estudo teve dificuldade para compreender o que tinha lido em qualquer um dos dispositivos.

Mas, com base nos exames fisiológicos avaliados, os pesquisadores sugerem que os leitores mais idosos podem se beneficiar do maior contraste apresentado pelos aparelhos de leitura eletrônica, em comparação com os livros de papel.

O estudo não avaliou os esforços físicos envolvidos, como o maior peso do livro de papel ou o eventual incômodo da constante mudança de posição para leitura do anverso e do verso das folhas.

Apesar de a leitura ser uma atividade tipicamente mental, a maioria das pessoas dá razões “sensuais” para preferir o livro de papel, sobretudo a textura e o cheiro do livro.

 

Fonte: Diário da Saúde

 

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