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Escritores novatos, normalmente, sofrem de muita angústia na hora de buscar um meio de publicação daquele livro que lhe custou tantas e tantas horas de trabalho solitário.

A imagem que lhes vem à mente é a de ter seus originais sendo lidos e aprovados por editores rigorosos e, consequência disso, um livro publicado e colocado à venda nas vitrines de todas as boas livrarias, resultando daí fama e glamour.

Seria bom se isso fosse verdade para todos os escritores, mas fazer sucesso com um livro equivale a uma loteria: ínfimas probabilidades de glória e fortuna.

Nossa experiência com muitas centenas de autores nos leva a procurar desmistificar o processo, apresentando aqui algumas informações bem básicas sobre publicação de livros.

Basicamente, há, hoje, três formas de se publicar um livro: com as editoras tradicionais, com as editoras de autopublicação e com as plataformas automáticas.

 

A publicação tradicional

O método tradicional é aquele em que a editora arca com todos os custos de publicação e distribuição às livrarias, pagando ao autor percentuais que variam entre 5% e 10% do preço de capa.

Editores recebem, diariamente, a média de uma dezena de originais. Há casos em que o número é bem maior.

Sejam quantos foram, a decisão de publicar um livro parte, primeiramente, do critério financeiro, porque a publicação de um livro pelo modelo tradicional custa caro. Depois, passa pela adequação ao “momento” do mercado leitor, ou seja, quais são os temas da moda. Política? Autoajuda? Literatura? Eróticos? Só depois que é que o editor vai-se ater ao perfil do autor e à qualidade do livro em si mesma.

As editoras brasileiras despejam mensalmente no mercado algo em torno de dois mil novos títulos dos mais variados gêneros. Este número não engloba reedições nem novas tiragens. Nos dois ou três meses que antecedem a Bienal do Livro (São Paulo ou Rio de janeiro, tanto faz), o volume mais que dobra.

Se considerarmos que cada livro publicado representa uns nove outros rejeitados e, desses todos, incalculáveis originais que sequer foram lidos, não será difícil concluir que as probabilidades de se publicar um livro pelo processo tradicional são muito pequenas.

Prós e contras. Em suma, a vantagem deste método é o autor não ter qualquer custo com a publicação e ter seu livro distribuído em vários pontos de venda. A desvantagem está na dificuldade de ter seu livro aceito para publicação.

 

A autopublicação

Autopublicação, trocando em miúdos, é o processo em que o autor paga para publicar sua obra. Há várias editoras disputando este mercado. E vários autores consagrados começaram pelo caminho da autopublicação.

No geral, as editoras de autopublicação trabalham bastante bem e oferecem rigorosamente todos os serviços das convencionais, indo da revisão de texto até a obtenção de ISBN.

Também é verdade que há algumas editoras de autopublicação que, em razão da guerra de preços, limitam-se a publicar o original tal como o recebeu, isto é, sem adequada revisão do conteúdo e da qualidade do texto, e com projetos gráficos, capas e impressão muito aquém da qualidade da obra. Por isso, o autor deve ter atenção redobrada na hora de contratar uma editora.

A distribuição também poderá variar, de acordo com os canais escolhidos por cada editora. Esses canais podem não incluir as tradicionais redes livreiras. De todo modo, a distribuição pela Internet, seja em loja da própria editora, do próprio autor ou de terceiros, na prática, dá conta do recado.

Prós e contras. Vantagem: certeza da publicação e, a depender da editora, também da distribuição. Além disso, o autor é dono integral da obra, pois não cederá seus direitos a terceiros. E há de se considerar, ainda, a possibilidade de criar, fácil e gratuitamente, uma loja virtual na internet, fazendo vendas diretas a leitores de todo o Brasil e do mundo; nesse caso, a impressão por demanda, de pequenas tiragens, ajuda o autor a manter um estoque regulador de acordo com suas vendas, sem necessidade de imprimir centenas ou milhares de exemplares. Desvantagem: não é grátis.

 

As plataformas de publicação automática

Bastante utilizadas nos EUA e Europa, mas ainda engatinhando no Brasil, as chamadas plataformas automáticas são sites onde o autor faz sozinho todo processo de publicação.

Cria-se um cadastro gratuito com login e senha, como em qualquer outro site, e tem-se acesso a um tutorial que mostra, passo a passo, como editar e publicar um livro. Assim, o autor envia ao site seu texto escrito no Word, por exemplo. O arquivo será automaticamente ajustado às características previamente escolhidas, como formato do livro (altura X largura) em centímetros, recuo do texto em relação às margens etc.

O autor também poderá escolher o tipo de papel e, ainda, cuidar da capa, normalmente feita a partir de modelos padronizados, enviando uma imagem previamente escolhida para isso. Finalmente, poderá ver uma prévia do livro entes de colocá-lo à venda no próprio site.

As plataformas mais modernas dos EUA e Europa – e apenas uma aqui do Brasil –, também permitem que o autor determine o preço de venda de seu livro e, com isso, sua margem de lucro, além de poder acompanhar online os resultados de vendas e valores a receber, que serão creditados diretamente em sua conta bancária.

Prós e contras. A principal vantagem deste sistema é a gratuidade, além de normalmente se contar com bons papeis e boa impressão. Mas fica a desvantagem de se ter um livro com aspecto muito amadorístico, com defeitos de edição, já que não houve a participação de profissionais do ramo, como revisores, diagramadores, capistas etc.

 

Nasceu um livro de sucesso?

Finalmente, cumpre notar que existe um mito a ser combatido, o de que a editora, seja lá qual for, vai fazer do livro um sucesso. Mas nenhuma editora do mundo, grande ou pequena, “faz” o sucesso do livro. Algumas editoras grandes até têm lá seus departamentos de divulgação e assessoria de imprensa, o que aumenta as chances, mas isso ainda não é garantia de nada.

Quem faz o sucesso de um livro é o público, tão somente o público. Daí, pode-se facilmente deduzir que o sucesso de um livro nasce do imponderável, de uma pitada de sorte e, sobretudo, do empenho do próprio autor. Porque, analogamente, pode-se dizer que uma editora é como uma maternidade: ajuda a trazer a criança ao mundo, mas quem a cria são seus pais.

É dever do autor, portanto, cuidar da divulgação de sua obra com todo carinho e, principalmente, continuidade obstinada nos esforços de divulgação, seja lá pelos meios que estiverem ao seu alcance. No mercado editorial pode até existir sorte, mas não existe mágica.

Assim, seja lá qual for o sistema preferido, cabe ao autor examinar cuidadosamente as opções de publicação e, claro, preparar-se muito bem para a longa jornada que o aguarda, desde a publicação até o sucesso, que, esperamos, venha em breve.

 

Publicado por Zeca Martins no Webinsider

Novos escritores: algumas dicas sobre a publicação de livros
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