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Sim, temos taxas e impostos insanos. Mas, mesmo com todo imposto do mundo sobre as nossas costas, vejam nas ruas quantas pessoas têm smartphones. Então eu me pergunto: se, mesmo pagando muito mais, os brasileiros continuam consumindo tecnologia, qual é o problema dos e-books? Qual é a maior barreira que players e editoras estão enfrentando no Brasil?

Fiz algumas perguntas, para algumas pessoas, e cheguei a algumas conclusões.

Temos dois entraves no mercado editorial digital brasileiro: o medo e a ignorância.

O medo vem em forma de atraso, de enrolação, de medo de dizer não e, principalmente, da mania do brasileiro de não ser objetivo (pera lá… também sou assim, luto todo dia para me tornar uma pessoa objetiva). Muito trabalho para pouca gente? Muito contrato para poucos advogados? O que vocês acham? Acham que os contratos é que são os problemas nisso tudo?

A outra barreira é a ignorância de uma série de coisas a respeito dos e-books. Uma e-book store que possui uma boa solução de aplicativo e distribuição não aceitará mais PDF. PDF não tem uma boa experiência de leitura. Mas isso todo mundo já sabia, né? É só ler minhas colunas anteriores. Os editores logo correram e converteram alguns livros para o formato ePub, só que esqueceram que, depois da conversão, deve-se checar a quantidade de erros e, mais importante ainda, consertá-los.

Outro erro: falta de ISBN. As editoras ignoram o fato de terem que registrar no ISBN seus formatos de livros digitais, e muitas lojas exigem isso.

Como abrir uma loja de e-books no Brasil sem acervo? De que adianta os advogados acertarem todos os contratos e conseguirem todas as assinaturas, se mais de 70% dos ePubs nacionais estão com algum defeito?

Portanto, neste momento, além de se preocuparem com os contratos, por favor, consertem seus ePubs. O leitor, quando começar a comprar e-reader e e-books nas diversas livrarias digitais, devices e sites que surgirão, vão devolver o livro que estiver com problemas de formatação. Muitos já fazem isso. Sim, as livrarias têm que estornar as vendas de acordo com o direito do consumidor.

Força tarefa então para checar seus ePubs. Pressão nos advogados para assinarem e desenrolarem contratos. Acho que com isso resolvido o Natal digital promete!

Links que ajudam a resolver problemas estruturais em ePubs:
EpubCheck
KindlePreviewer
Fonte: Camila Cabete | Publishnews

 

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