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Em 1991, o instituto de pesquisas Pew Research Center perguntou pela primeira vez aos americanos se eles liam jornais. Naquele ano, 56% dos entrevistados disseram que sim. Em 2012, este número caiu para 29%.

A rejeição dos jovens ao impresso talvez seja o principal fator responsável pela queda brusca da última década. Hoje, ainda segundo dados do Pew, a leitura de jornais cai de 16% entre os americanos em torno de 40 anos para 6% para aqueles na casa dos 20. No entanto, este número sobe para 30% entre os americanos de 50 a 64 anos e para 48% no grupo acima de 65.

 

Mudanças à vista

Há alguns anos, o Washington Post fez uma pesquisa para descobrir por que o número de assinantes com menos de 45 anos era tão baixo. Descobriu que o problema não era exatamente com o conteúdo – as pessoas gostavam do Post –, e sim com o papel. A maioria dos entrevistados consumia notícias em plataformas digitais, mas não suportava pensar nas pilhas de jornais velhos amontoados pelos cantos da casa.

A pesquisa foi feita em 2005. Desde então, a receita dos jornais com publicidade caiu mais de 50%, emagrecendo o Post e a maior parte dos outros jornais americanos. Mesmo com exemplares mais fininhos, o impresso continua, de maneira geral, rejeitado pelos leitores abaixo dos 45.

Em artigo na Editor&Publisher, o consultor de tecnologia para empresas de mídia e ex-editor Alan D. Mutter, autor do blog Newsosaur, avalia que as editoras precisam começar a entender as diferenças entre os consumidores que têm e os consumidores que gostariam de ter. Qualquer esforço sério das editoras para migrar seu conteúdo para o meio digital precisa decifrar, em primeiro lugar, os “Nativos Digitais” – ou seja, aquelas pessoas que cresceram diante de todo tipo de tela: monitores de computador, televisões, iPods, Xboxes e, mais recentemente, tablets.

Como o Washington Post descobriu na pesquisa de 2005, um dos principais motivos para os Nativos Digitais não lerem jornais era o peso de carregar algo. Eles não querem ter CDs, armazenar livros de papel, andar com dinheiro vivo, comprar carros; preferem usar seus smartphones para comprar, emprestar ou roubar conteúdo de mídia.

Hoje, a estratégia digital tomada pela maioria das editoras é transportar o conteúdo do jornal impresso para a internet e de lá transportá-lo para os aparelhos móveis. Isso não satisfaz as gerações que não só ficam extremamente à vontade com o consumo tecnológico, como sabem se apoderar das novas mídias – mais do que ser simples espectadores, estas pessoas querem participar das notícias, o que explica o sucesso de sites e redes sociais especializados em compartilhamento de conteúdo, como Facebook, Twitter e YouTube.

Acredita-se que as necessidades das gerações digitais vão provocar mudanças nos mais diferentes setores – do turismo aos planos de saúde. Falta saber como os jornais vão se adequar a elas.

 

Publicado originalmente no Observatório da Imprensa

 

 

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