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No Brasil, a expansão dos tablets impulsiona o novo mercado.
Empresários investem em softwares para criar conteúdo de livros.

 

Os livros digitais ou e-books lideram, pela primeira vez, o mercado editorial nos Estados Unidos. No Brasil, a expansão dos tablets impulsiona o novo mercado. Com a novidade eletrônica, pequenas empresas já investem na produção dos conteúdos para e-books.

O novo mundo do livro ganhou interatividade digital, com imagens animadas e sons. Em um pequeno computador com teclado virtual, conhecido como tablet, é possível ler não apenas um, mas uma infinidade de livros.

As páginas mudam como se fossem na versão em papel. As facilidades também podem ser encontradas no celular e nos leitores eletrônicos, os chamados e-readers.
Com tanta tecnologia à disposição, o livro digital se tornou uma opção prática nos dias de hoje e aos poucos começa a ocupar espaço no mercado ainda dominado pelas publicações impressas.

O número de títulos disponíveis na versão digital aqui no Brasil ainda é considerado baixo pelo mercado editorial. Mas o cenário está mudando.

A base instalada no Brasil hoje de tablet já passou da casa dos 100 mil, então hoje você tem um público que pode consumir livros digitais no nosso país. As publicações infantis ganham destaque nesse universo. As crianças adoram a interatividade.

Para criar o conteúdo interativo dos livros, uma empresa de tecnologia da informação se especializou na produção de software.

“É um trabalho que nós fazemos para a criação de um livro interativo, muitas vezes envolve um trabalho um pouco artesanal (…). É muito parecido com um desenvolvimento de um jogo, onde você tem que pensar em cada cena, em cada montagem”, afirma o empresário Wladimir Braguini.

A empresa investiu em um clássico de Monteiro Lobato, o leitor pode participar da história de Narizinho. Com o dedo, ele conduz o vagalume para iluminar o caminho da menina e seus amigos. As animações nos livros são feitas por uma equipe de programadores e designers.

“A gente tem que se passar por uma criança na hora de desenvolver, na hora de pensar na interação, na hora de realizar o design”, diz Nadia Faustino, designer.

É justamente na geração do futuro que está a maior aposta do livro digital. “O mercado infantil é que o que a gente chama de nativos digitais, né? Eles pegam o Ipad, o Iphone e eles saem clicando e querendo saber o que aquilo faz, o que aquilo toca. Diferente do adulto, que fica um pouco olhando sem saber o que fazer. Então os livros digitais e as aplicações para criança têm um apelo muito forte”, sugere Sanches.

A execução do projeto de um livro digital pode durar cerca de 6 meses e chega a custar até R$ 30 mil.

Uma editora de São Paulo contratou a empresa para lançar o primeiro livro na versão digital. Um título infanto-juvenil repleto de animações e sons. Uma experiência para acompanhar o mercado em expansão.

“Os tablets estão chamando atenção de um público muito amplo. Eu não vejo só a criança acessando esse livro ou lendo esse livro. Eu acho que os adultos que têm acesso aos tablets vão se interessar nos que estão sendo produzidos”, diz Isabel Lopes Coelho, editora de livros.

O professor Rodrigo Barbosa está entre os leitores da nova tecnologia. “Agora é muito prático. Você olha. Você vê, está ali. Nem precisa virar página mais”, diz.

Os livros interativos também mexem com a imaginação dos escritores, que reconhecem as vantagens tecnológicas.

“Agora, a gente pode dispor para contar uma história, né, de muito mais ingrediente. A gente pode introduzir música, dando um clima mais romântico, mais de suspense, você pode descrever o personagem com a própria imagem”, diz o escritor Paulo Santoro.

Embora ainda para poucos, o acesso ao mundo digital deve aumentar em breve no Brasil. A venda de tablets, por exemplo, pode crescer neste segundo semestre com os incentivos fiscais do governo. O aparelho que custa entre R$1,3 mil e R$ 2,3 mil, vai ter uma redução no preço de 30%.

“Cada mês as revistas lançam conteúdos diferentes, as empresas, as editoras lançam livros diferentes com interações diferentes. Então, daqui para a frente, ainda tem muita novidade por vir”, diz Sanches.
Fonte: G1 Economia

 

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