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A jornalista Juliana Cunha, para viabilizar o livro “Kimland”, lançado em maio deste ano, diz ter contado apenas com os recursos dela mesma e da designer Mariana Newlands, que assina o projeto gráfico. Concebido com imagens produzidas por ela e com breves textos que narram sua viagem pela Coreia do Norte, o título veio a público na Feira Plana, realizada em maio deste ano, em São Paulo.

Apesar de poder contar com mecanismos de financiamento coletivo, como o crowdfunding, ela diz que não optou por essa estratégia. Resolveu assim apostar no reembolso de R$ 6 mil investidos apenas com as vendas do produto. Deu certo. De acordo com ela, os exemplares estão praticamente esgotados e dos 300 primeiros rodados, 120 foram vendidos durante o evento que reúne autores e editores independentes.

“A gente se animou de fazer o livro por causa da Feira Plana”, conta Juliana Cunha, que reconhece a maneira como plataformas não apenas virtuais existem hoje para escoar projetos de autopublicação. “A feira permite isso e todo mundo que está ali faz tudo sozinho. Porém, é algo que dificilmente dá algum retorno financeiro, atende a um público específico e deve se manter assim, sem ser um promessa de mercado”, acrescenta.

Estudiosa das estratégias de autopublicação desde a década de 1990, a consultora editorial Gabriela Dias observa que nesse campo existem pessoas que atuam com os mais diversos fins. Algo que ela ressalta é o interesse não exclusivo em fazer parte do time das grandes editoras.

“Há casos de sucesso de pessoas que se enveredaram pela autopublicação e criaram seu próprio caminho, apostando em um conteúdo que, às vezes, encontrava pouca abertura nas editoras e se mantiveram assim por anos. Nem sempre quem atua nesse tipo de segmento está apenas de olho nesses espaços”, afirma.

Por esse motivo e pela natureza das propostas, ela conta ser uma constante nesse nicho a experimentação. “Muitas vezes, por haver um descompromisso com os caminhos editorias tradicionais, esses projetos se permitem uma liberdade maior. Ao mesmo tempo que alguns escritos não são feitos para durar cem anos, eles podem apontar novas possibilidades”, conclui.

 

Publicado originalmente no Jornal O Tempo

Autopublicação nem sempre quer ser o mainstream
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