Como a Inteligência Artificial está mudando a forma de pesquisar, escolher e comprar cursos online

Durante anos, o mercado de infoprodutos foi construído em torno de uma lógica relativamente previsível: o potencial cliente identificava uma necessidade, pesquisava no Google, encontrava anúncios, páginas de vendas, vídeos, depoimentos e conteúdos, comparava algumas opções e finalmente decidia qual curso, mentoria, workshop ou treinamento comprar.

A inteligência artificial está alterando essa jornada.

Hoje, uma pessoa pode simplesmente conversar com uma IA e perguntar:

“Quero aprender a vender pela internet, mas tenho pouco dinheiro para investir e nunca trabalhei com marketing. Que tipo de curso deveria fazer?”

Ou:

“Quais são os melhores cursos online para aprender tráfego pago?”

Ou ainda:

“Como vender pela internet com pouco dinheiro para investir se nunca trabalhei com marketing. Por onde começo? O que faço?”

A mudança é importante porque a IA não apenas apresenta informações. Ela pode organizar, resumir, comparar e contextualizar informações para o usuário.

Isso significa que o impacto da inteligência artificial no mercado de infoprodutos não está restrito à produção de conteúdo, criação de anúncios ou automação de atendimento. A transformação acontece também na maneira como as pessoas descobrem, avaliam e escolhem o que comprar.

Neste artigo

E essa mudança já está acontecendo no Brasil

Segundo dados apresentados pelo Google em 2026, 82% da população brasileira utiliza ferramentas de IA no dia a dia. Entre a Geração Z, o percentual chega a 90%. Mais relevante para quem vende produtos digitais: 57% dos brasileiros utilizaram inteligência artificial em alguma etapa de uma jornada de compra. Entre essas pessoas, 71% afirmam que o processo ficou mais fácil e 80% dizem que ficou mais rápido.

Para o mercado de cursos online, mentorias, formações, workshops, ebooks e outros infoprodutos, isso representa uma mudança estrutural.

A inteligência artificial já faz parte da jornada de compra

É um erro pensar que a IA é utilizada apenas depois que o consumidor já decidiu comprar alguma coisa.

Ela pode entrar muito antes.

A pessoa pode utilizar uma IA para:

  • entender melhor um problema;
  • descobrir quais soluções existem;
  • aprender sobre determinado assunto;
  • identificar quais habilidades precisa desenvolver;
  • pesquisar profissionais e especialistas;
  • comparar cursos;
  • avaliar preços;
  • analisar avaliações;
  • descobrir alternativas;
  • decidir entre diferentes formatos de aprendizado;
  • questionar se determinado curso realmente vale a pena.

Ou seja, a IA está entrando no processo de decisão antes da página de vendas.

Isso muda profundamente a lógica de aquisição de clientes para quem trabalha com infoprodutos.

No modelo tradicional, uma estratégia poderia ser:

anúncio → página de vendas → checkout.

No novo cenário, a jornada pode começar muito antes:

problema → pergunta para a IA → descoberta de possibilidades → comparação → pesquisa sobre especialistas → validação → recomendação → site → oferta → compra.

E existe um detalhe importante: parte dessa jornada pode acontecer sem que o potencial cliente visite inicialmente o site do produtor.

É justamente aí que começa uma das maiores transformações provocadas pela inteligência artificial no mercado de infoprodutos.

A IA está mudando a forma como as pessoas procuram soluções

A pesquisa tradicional tende a começar com palavras-chave.

Alguém poderia pesquisar:

“curso de tráfego pago”

Mas uma busca conversacional pode ser muito mais específica:

“Qual curso de tráfego pago é melhor para alguém que já trabalha com marketing, mas nunca gerenciou campanhas no Meta Ads?”

A diferença é enorme.

A primeira busca revela um interesse.

A segunda revela uma situação, contexto, objetivo e restrição.

O próprio Google observa essa transformação. Segundo a empresa, consultas realizadas no Modo IA são, em média, duas a três vezes mais longas que pesquisas tradicionais. No Brasil, 40% das buscas já possuem cinco palavras ou mais.

Isso tem uma consequência direta para os infoprodutores.

Não basta mais produzir conteúdo sobre:

“curso de tráfego pago”

É preciso responder também às perguntas que existem por trás dessa busca:

  • Para quem esse curso é indicado?
  • Para quem ele não é indicado?
  • É melhor começar por tráfego pago ou orgânico?
  • Quanto tempo leva para aprender?
  • É possível aprender sem experiência?
  • Qual metodologia funciona melhor para iniciantes?
  • Qual a diferença entre um curso e uma mentoria?
  • O que devo saber antes de comprar?
  • Quais resultados são realisticamente possíveis?
  • Como escolher um bom professor?

A disputa pela atenção começa a acontecer antes da oferta.

O consumidor de cursos online não procura mais apenas um produto

Essa talvez seja uma das mudanças mais importantes.

O consumidor não necessariamente acorda pensando:

“Preciso comprar um curso.”

Ele pensa:

“Preciso resolver alguma coisa.”

Pode ser conseguir um emprego.

Aumentar a renda.

Mudar de carreira.

Aprender uma habilidade.

Conseguir clientes.

Abrir um negócio.

Passar em uma prova.

Melhorar sua performance profissional.

Ajudar sua empresa.

É a lógica conhecida em marketing como Jobs to Be Done: as pessoas não compram simplesmente produtos, elas contratam soluções para determinados problemas ou objetivos.

A inteligência artificial potencializa essa lógica porque permite que o usuário descreva sua situação em linguagem natural.

Em vez de procurar diretamente um produto, ele pode perguntar:

“Quero mudar de carreira para a área de tecnologia. Tenho 40 anos, trabalho em outra área e posso estudar duas horas por dia. Por onde devo começar?”

A resposta pode mencionar diferentes caminhos.

Entre eles, cursos.

E aqui está uma questão estratégica:

se o seu infoproduto não aparece como uma solução plausível para o problema apresentado, você pode nem chegar a entrar na consideração do comprador.

Como a IA está mudando a jornada de compra de infoprodutos

A jornada de compra tende a ficar menos linear.

Imagine uma pessoa interessada em aprender inglês.

Ela poderia perguntar:

“Quais são as melhores formas de aprender inglês depois dos 40 anos?”

Depois:

“É melhor fazer um curso online ou aulas particulares?”

Depois:

“Quais cursos de inglês online são mais indicados para quem precisa falar no trabalho?”

Depois:

“Compare esses cursos.”

E finalmente:

“Qual deles você escolheria para o meu caso?”

Perceba o que aconteceu.

A IA acompanhou uma sequência de perguntas que normalmente exigiria diversas pesquisas.

O Google descreve justamente esse comportamento no Modo IA, que pode realizar múltiplas pesquisas relacionadas a diferentes subtópicos para construir uma resposta mais abrangente.

Para o mercado de infoprodutos, isso significa que a marca precisa estar presente em diferentes momentos da jornada, não apenas na palavra-chave diretamente relacionada ao produto.

Um produtor que vende uma formação de liderança, por exemplo, deveria produzir conteúdos que respondam também a perguntas como:

  • Como desenvolver liderança?
  • Quais competências um bom líder precisa ter?
  • Como liderar uma equipe pela primeira vez?
  • Quais erros novos líderes cometem?
  • Vale a pena fazer uma formação em liderança?
  • Qual a diferença entre curso de liderança e MBA?
  • Como escolher uma formação em liderança?

Quanto mais completo for o ecossistema de conteúdo, mais possibilidades existem de a marca entrar nas diferentes etapas da descoberta.

A inteligência artificial está aumentando a comparação entre cursos e especialistas

Existe outro efeito importante.

A IA reduz o esforço necessário para comparar alternativas.

Imagine que um consumidor tenha encontrado cinco cursos.

No passado, ele provavelmente teria que abrir cinco páginas, ler as ofertas, procurar depoimentos, comparar módulos, pesquisar o professor e montar mentalmente uma conclusão.

Agora ele pode perguntar:

“Compare esses cinco cursos considerando preço, duração, experiência dos professores, metodologia, suporte e adequação para iniciantes.”

Isso torna o consumidor potencialmente mais exigente.

E também aumenta a importância de informações claras, verificáveis e consistentes.

Se um infoproduto promete uma coisa na página de vendas, outra no Instagram e uma terceira aparece em entrevistas ou matérias publicadas em outros sites, essa inconsistência pode prejudicar a percepção da marca.

Na era da IA, não basta controlar o que a empresa diz sobre si mesma.

É cada vez mais importante construir uma presença digital coerente em diferentes fontes.

Por que autoridade se tornou ainda mais importante para os infoprodutores

Esse cenário aumenta o valor da autoridade.

Quando alguém pergunta:

“Qual é um bom curso de marketing digital?”

a IA precisa formar uma resposta a partir das informações disponíveis.

Isso torna relevante a existência de sinais externos que ajudem a contextualizar o especialista ou a empresa:

  • site oficial;
  • conteúdo aprofundado;
  • autoria identificada;
  • entrevistas;
  • artigos publicados em veículos relevantes;
  • participação em eventos;
  • vídeos;
  • estudos;
  • cases;
  • avaliações;
  • menções de terceiros;
  • presença consistente em diferentes plataformas.

Não significa que exista uma fórmula para “obrigar” uma IA a recomendar determinado curso.

Não existe.

O próprio Google deixa claro que não há uma otimização especial capaz de garantir presença em seus recursos de IA. As mesmas boas práticas fundamentais de SEO continuam sendo importantes, incluindo rastreabilidade, links internos, conteúdo textual, experiência da página e dados estruturados consistentes com aquilo que está visível.

A questão é outra:

quanto mais clara, confiável, relevante e verificável for a presença digital de uma marca, mais contexto existe para mecanismos de busca e sistemas de IA compreenderem essa marca.

SEO continua importante, mas a descoberta está ficando mais ampla

Existe uma interpretação equivocada de que a inteligência artificial significa o fim do SEO.

Não é isso que os próprios dados do Google indicam.

O Google afirma explicitamente que as práticas fundamentais de SEO continuam sendo relevantes para suas experiências de IA. Para que uma página possa aparecer como link de suporte em recursos como AI Overviews e AI Mode, ela precisa estar indexada e ser elegível para aparecer na Pesquisa.

A mudança está na dimensão da descoberta.

Antes, o objetivo podia ser:

“Quero aparecer quando alguém pesquisar curso de marketing digital.”

Agora, é necessário pensar também:

“Quero ser uma fonte relevante quando alguém perguntar para uma IA como aprender marketing digital, como escolher um curso, quais profissionais são referência ou qual caminho é adequado para determinada situação.”

Isso amplia o campo de atuação do SEO.

É nesse contexto que conceitos como GEO, Generative Engine Optimization, e AEO, Answer Engine Optimization, ganham relevância estratégica.

Mas existe uma ressalva importante.

Não se trata de simplesmente colocar palavras-chave em uma página ou criar textos artificiais para tentar manipular uma IA.

O próprio Google alerta sobre AEO/GEO. A recomendação é continuar investindo em SEO técnico, conteúdo original e valioso e informações realmente úteis para as pessoas.

O que muda para quem vende infoprodutos

Se a inteligência artificial está mudando a forma de pesquisar e comprar, o produtor precisa repensar sua estratégia.

1. O produto precisa resolver um problema claramente identificável

“Curso completo de marketing digital” é uma descrição de produto.

“Aprenda a criar sua primeira estratégia de aquisição de clientes pela internet” comunica uma transformação.

Quanto mais claramente o produto estiver associado a um problema ou objetivo, mais fácil será contextualizá-lo dentro de perguntas reais.

2. O produtor precisa responder perguntas antes da venda

O conteúdo não deve existir apenas para gerar tráfego.

Ele precisa ajudar o potencial comprador a tomar uma decisão.

Isso significa produzir conteúdos como:

  • comparativos;
  • guias;
  • tutoriais;
  • estudos de caso;
  • análises;
  • perguntas frequentes;
  • explicações conceituais;
  • conteúdos para diferentes níveis de conhecimento;
  • critérios para escolha de cursos;
  • erros comuns;
  • alternativas ao produto.

3. A autoridade do especialista precisa estar documentada

Não basta afirmar:

“Somos especialistas.”

É muito mais forte mostrar:

quem é o especialista, o que ele fez, quais resultados obteve, onde foi citado, quais empresas ou pessoas já ajudou e quais conhecimentos possui.

Essa preocupação está alinhada às próprias recomendações do Google sobre E-E-A-T, que destacam experiência, conhecimento, autoridade e confiança, além da importância de deixar claro quem criou o conteúdo.

4. O conteúdo precisa ir além do óbvio

Produzir dezenas de artigos genéricos sobre “o que é marketing digital” não necessariamente cria autoridade.

O Google recomenda conteúdo original, útil e que agregue informações ou análises que vão além da simples reprodução do que outras fontes já disseram.

Para um infoprodutor, isso pode significar publicar:

  • dados próprios;
  • experiências de lançamentos;
  • estudos de caso;
  • análises de resultados;
  • pesquisas com alunos;
  • entrevistas;
  • opiniões fundamentadas;
  • metodologias próprias;
  • exemplos reais.

Isso é muito mais difícil de substituir por conteúdo genérico produzido em escala.

A própria adoção de IA pelas empresas também está mudando

A transformação não acontece somente do lado do consumidor.

As empresas também estão incorporando IA aos seus processos.

Uma pesquisa realizada pelo Sebrae em parceria com o FGV IBRE e o Google, com cerca de 5 mil empresas brasileiras, mostrou que 99% das médias e grandes empresas estavam familiarizadas com ferramentas de IA generativa. Entre MPEs, o índice era de 96%, e entre MEIs, 87%.

Quando considerada a utilização frequente, os percentuais eram menores: 35% entre médias e grandes empresas, 15% entre MPEs e 18% entre MEIs.

Entre os pequenos negócios, marketing e divulgação aparecem como os principais usos da IA, chegando a 59% nas MPEs e 74% entre MEIs.

Para o mercado de infoprodutos, isso é particularmente relevante.

A mesma tecnologia que está mudando o comportamento do comprador também está sendo utilizada pelo produtor para:

  • criar conteúdos;
  • analisar campanhas;
  • gerar ideias;
  • estruturar produtos;
  • automatizar atendimento;
  • segmentar públicos;
  • produzir materiais;
  • pesquisar mercados;
  • analisar dados;
  • melhorar processos.

A consequência é uma provável redução da vantagem competitiva de simplesmente usar IA.

Se todo mundo puder usar a mesma tecnologia para gerar anúncios, emails, roteiros e posts, esses elementos tendem a se tornar menos diferenciadores.

O diferencial passa a estar na estratégia, na experiência, na propriedade intelectual, nos dados, na marca e na capacidade de gerar resultados.

O futuro dos lançamentos digitais será menos dependente de uma única campanha

Durante muito tempo, o lançamento foi tratado como o grande momento de aquisição e conversão.

Conteúdo.

Aquecimento.

Anúncios.

Lista.

Evento.

Oferta.

Carrinho.

A inteligência artificial favorece uma lógica mais contínua.

Uma pessoa pode descobrir um especialista hoje, fazer uma pergunta para uma IA daqui a duas semanas, assistir a um vídeo no mês seguinte, ler um artigo posteriormente e somente então entrar em uma oferta.

Isso significa que marca, conteúdo, autoridade, SEO, GEO, mídia paga, redes sociais, vídeo e relacionamento precisam funcionar como partes de um mesmo ecossistema.

O lançamento continua existindo.

Mas a construção da demanda pode começar muito antes dele.

O que a Publiki observa nessa transformação

A transformação da busca é especialmente relevante para empresas que dependem de aquisição digital para vender conhecimento.

A Publiki trabalha com SEO, GEO e AEO para aumentar a visibilidade, autoridade e compreensão das marcas nos mecanismos de busca e nas experiências baseadas em IA.

Na prática, isso muda a pergunta que uma empresa deveria fazer.

Não apenas:

“Como faço meu curso aparecer no Google?”

Mas também:

“Quando alguém perguntar para uma IA qual curso, especialista ou solução deveria escolher, existem informações suficientes e confiáveis para que minha marca entre nessa conversa?”

Essa é uma mudança de perspectiva importante.

Porque ser encontrado é diferente de ser considerado.

E ser considerado é diferente de ser recomendado.

Como preparar um infoproduto para a era da IA

Uma estratégia consistente pode começar com sete frentes:

1. Posicionamento: deixe claro qual problema o produto resolve e para quem.

2. Conteúdo: responda às dúvidas que aparecem antes, durante e depois da decisão de compra.

3. Autoridade: fortaleça a presença do especialista em diferentes fontes confiáveis.

4. SEO: garanta que o site seja rastreável, indexável, tecnicamente saudável e semanticamente organizado.

5. GEO e AEO: avalie como a marca aparece em perguntas reais feitas aos mecanismos de resposta e quais informações estão faltando.

6. Prova: documente resultados, cases, experiência, metodologia e evidências.

7. Consistência: faça com que site, redes sociais, vídeos, entrevistas, portais e demais canais apresentem uma identidade coerente.

A estratégia não deve ser tentar “enganar” uma IA.

Deve ser construir uma presença digital tão clara e consistente que pessoas e máquinas consigam entender quem você é, o que você oferece, para quem oferece e por que sua solução merece consideração.

A inteligência artificial vai acabar com o mercado de infoprodutos?

Não há evidência de que a IA esteja simplesmente acabando com o mercado de infoprodutos.

O que está acontecendo é mais interessante.

A IA está reduzindo o custo de produzir e acessar informação.

Isso aumenta a competição por atenção.

Um curso deixa de competir apenas com outros cursos.

Ele passa a competir também com:

  • vídeos gratuitos;
  • podcasts;
  • comunidades;
  • newsletters;
  • conteúdos de especialistas;
  • tutoriais;
  • ferramentas de IA;
  • respostas geradas por IA;
  • materiais disponibilizados gratuitamente na internet.

Por isso, um infoproduto baseado apenas em informação pode ficar mais vulnerável.

Já produtos baseados em transformação, método, acompanhamento, comunidade, experiência, aplicação prática, certificação, networking ou acesso a especialistas podem continuar tendo uma proposta de valor muito mais clara.

A pergunta para o produtor deixa de ser:

“Como impedir que a IA entregue gratuitamente aquilo que eu ensino?”

E passa a ser:

“O que eu entrego que uma resposta gratuita de IA não consegue substituir?”

Essa é provavelmente uma das perguntas mais importantes para o futuro do mercado de cursos online.

Perguntas frequentes sobre inteligência artificial e o mercado de infoprodutos

Como a inteligência artificial está afetando o mercado de infoprodutos?

A IA está mudando principalmente a forma como consumidores descobrem, pesquisam, comparam e escolhem cursos, mentorias, workshops e outros produtos digitais. Ela também está alterando a maneira como produtores criam conteúdo, analisam dados, fazem marketing e automatizam processos.

As pessoas estão usando IA para escolher cursos online?

Sim. Dados divulgados pelo Google em 2026 indicam que 57% dos brasileiros utilizaram IA em alguma etapa de uma jornada de compra. Isso mostra que a tecnologia já participa do processo de decisão de uma parcela significativa dos consumidores.

Como a IA está mudando a compra de cursos online?

A principal mudança é a passagem de uma busca baseada apenas em palavras-chave para perguntas mais complexas e contextualizadas. O consumidor pode pedir à IA para explicar opções, comparar alternativas e recomendar caminhos de acordo com sua situação.

A inteligência artificial vai substituir os cursos online?

Não necessariamente. A IA pode substituir parte da necessidade de consumir determinadas informações de forma tradicional, mas cursos continuam podendo oferecer metodologia, organização do conhecimento, prática, acompanhamento, comunidade, certificação e experiência especializada.

Como fazer meu curso aparecer nas respostas das IAs?

Não existe uma fórmula que garanta recomendações. O caminho é construir uma presença digital rastreável, clara, confiável e consistente, com conteúdo útil, autoridade externa, informações estruturadas e forte presença temática. Para o Google, as boas práticas fundamentais de SEO continuam sendo a base para suas experiências de busca com IA.

O que é GEO para infoprodutos?

GEO, ou Generative Engine Optimization, é o conjunto de estratégias voltadas à compreensão e visibilidade de uma marca e de seus conteúdos em ambientes de busca e resposta baseados em inteligência artificial. Na prática, para um infoprodutor, isso envolve pensar em como seu especialista, produto, metodologia e conteúdo são compreendidos quando alguém faz perguntas relacionadas ao seu mercado.

SEO ainda é importante para quem vende infoprodutos?

Sim. O Google afirma que as práticas fundamentais de SEO continuam relevantes para seus recursos de IA. Uma página precisa, entre outros requisitos, estar indexada e ser elegível para aparecer na Pesquisa para poder ser considerada como link de suporte nesses recursos.

Como os infoprodutores podem se adaptar à inteligência artificial?

Eles precisam ir além da produção de conteúdo. É necessário fortalecer posicionamento, autoridade, presença digital, SEO, conteúdo aprofundado, provas de experiência, distribuição em diferentes canais e capacidade de responder às perguntas que surgem ao longo da jornada de compra.

Conclusão: o produto continua importante, mas a forma de chegar até ele mudou

A inteligência artificial não está apenas criando novas ferramentas para o mercado de infoprodutos.

Ela está mudando a própria jornada que leva uma pessoa até a compra.

O potencial cliente pode começar com um problema, conversar com uma IA, descobrir possibilidades, comparar especialistas, questionar recomendações, pesquisar evidências e só depois chegar a uma página de vendas.

Isso significa que o produtor que pensa apenas em produto, anúncio e conversão pode estar olhando para uma parte cada vez menor da jornada.

O novo desafio é construir uma presença digital capaz de responder a uma pergunta muito mais ampla:

quando alguém pedir ajuda a uma IA para resolver o problema que meu infoproduto resolve, minha marca estará presente nessa conversa?

Para quem trabalha com lançamentos digitais, essa pode se tornar uma das questões estratégicas mais importantes dos próximos anos.

E a resposta não começa necessariamente na página de vendas.

Ela começa muito antes, na autoridade, no conteúdo, na estrutura do site, na presença digital e na forma como o mercado consegue compreender quem você é e o valor que você entrega.

Fontes e metodologia

Este artigo foi elaborado a partir de dados e orientações publicadas pelo Google, Sebrae e FGV IBRE, complementados por análise estratégica sobre o mercado de infoprodutos. Os dados de comportamento do consumidor utilizados no texto são provenientes de estudos divulgados pelo Google em 2026, enquanto os dados sobre adoção empresarial de IA são provenientes de pesquisa Sebrae/FGV IBRE com colaboração do Google, realizada com cerca de 5 mil empresas.

As recomendações relacionadas a SEO, conteúdo, E-E-A-T e presença em experiências de busca com IA consideram as orientações atuais do próprio Google Search Central.

Conteúdo produzido por Pablo Massolar para Publiki, agência especializada em lançamentos digitais, marketing e estratégias de SEO, GEO e AEO.

Para aprofundar

Consultoria em SEO, GEO e AEO da Publiki

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